terça-feira, 10 de setembro de 2013

Exportações de mel do Brasil cai devido ao sumiço das abelhas


O Brasil caiu da 5ª para a 10ª colocação mundial em exportação de mel nos últimos dois anos. O motivo foi o abandono das colmeias na região produtora mais importante do país, o Nordeste. Em 2012, alguns estados registraram queda de 90% na produção e o abandono de colmeias chegou a 60%. “A queda no Nordeste reflete diretamente nas exportações nacionais de mel. A região é uma das maiores produtoras e exportadoras do país” explica Maria de Fátima Vidal, coordenadora de estudos e pesquisas do Etene (Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste).
Cerca de 46 mil pequenos apicultores em nove estados nordestinos vivem da atividade e, juntos, respondem por 40% da produção de mel no país – em épocas com índice normal de chuva. Por trás do sumiço das abelhas está a seca que atinge a região há pelo menos 24 meses.
Além das alterações climáticas, bactérias e uso de agrotóxicos são citados como causas da mortalidade das abelhas no Brasil. Mas a falta de documentação sobre o desaparecimento de enxames dificulta o trabalho de controle e monitoramento da situação. (Fonte: Terra)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

PRÊMIO AMIGO DO MANGUE

Participe da premiação às instituições que agem em defesa dos manguezais

Mais informações no site: www.centroescolamangue.org



domingo, 25 de agosto de 2013

Brasileiro inventor de luz engarrafada


    Em 2002, o mecânico Alfredo Moser de Belo Horizonte, encontrou a solução para iluminar a própria casa em um dia de corte de energia utilizando garrafas plásticas pet com água e uma pequena quantidade de cloro.
    Nos últimos dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes do mundo e deve atingir a marca de 1 milhão de casas usando a “luz engarrafada”.
    O processo funciona pela refração da luz do sol em uma garrafa de dois litros cheia d’água. Deve-se adicionar 2 tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Em seguida insere a garrafa em um espaço na telha feito com furadeira. O encaixe da garrafa cheia d’água é feita de cima para baixo. Para evitar vazamentos, se chover, deve-se usar cola de resina para prender as garrafas no telhado.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Construção Sustentável


O Conselho Internacional da Construção – CIB aponta a indústria da construção como o setor de atividades humanas que mais consome recursos naturais e utiliza energia de forma intensiva, gerando consideráveis impactos ambientais. Além dos impactos relacionados ao consumo de matéria e energia, há aqueles associados à geração de resíduos sólidos, líquidos e gasosos. Estima-se que mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto das atividades humanas sejam provenientes da construção. Tais aspectos ambientais, somados à qualidade de vida que o ambiente construído proporciona, sintetizam as relações entre construção e meio ambiente.

Na busca de minimizar os impactos ambientais provocados pela construção, surge o paradigma da construção sustentável. No âmbito da Agenda 21 para a Construção Sustentável em Países em Desenvolvimento, a construção sustentável é definida como: "um processo holístico que aspira a restauração e manutenção da harmonia entre os ambientes natural e construído, e a criação de assentamentos que afirmem a dignidade humana e encorajem a equidade econômica". No contexto do desenvolvimento sustentável, o conceito transcende a sustentabilidade ambiental, para abraçar a sustentabilidade econômica e social, que enfatiza a adição de valor à qualidade de vida dos indivíduos e das comunidades.
                       
Os desafios para o setor da construção são diversos, porém, em síntese, consistem na redução e otimização do consumo de materiais e energia, na redução dos resíduos gerados, na preservação do ambiente natural e na melhoria da qualidade do ambiente construído.  

Recomenda-se:
 - Mudança dos conceitos da arquitetura convencional na direção de projetos flexíveis com possibilidade de readequação para futuras mudanças de uso e atendimento de novas necessidades, reduzindo as demolições;
- Busca de soluções que potencializem o uso racional de energia ou de energias renováveis;
- Gestão ecológica da água;
- Redução do uso de materiais com alto impacto ambiental;
- Redução dos resíduos da construção com modulação de componentes para diminuir perdas e especificações que permitam a reutilização de materiais.

Além disso, a construção e o gerenciamento do ambiente construído devem ser encarados dentro da perspectiva de ciclo de vida. (Fonte: MMA)

domingo, 11 de agosto de 2013

Emissão de gases de efeito estufa não tem redução efetiva em 2012

SÃO PAULO – O inventário do Programa Brasileiro GHG Protocol, estudo desenvolvido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas, mostra que, no ano passado, a emissão direta de gases que provocam o efeito estufa não teve redução efetiva. Foram emitidos 71,6 milhões de toneladas de gás carbônico. Houve queda de 35% no total de emissões em relação a 2011, mas isso ocorre porque uma grande organização que participava da pesquisa deixou de publicar seu inventário em 2012.

O programa, que completa cinco anos, conta com a participação de 106 organizações. Entre os setores com maior representatividade estão a indústria de transformação (35% das organizações), as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (11%), a eletricidade e o gás (7%) e a construção (7%).

As emissões diretas de gases são as provenientes de fontes controladas pela empresa, como de combustão em caldeiras, fornos, veículos, emissões do processo produtivo, emissões de sistemas de ar condicionado e refrigeração.

O levantamento traz também o volume de emissões indiretas de energia adquirida, provenientes da aquisição de energia elétrica e térmica. Essas emissões ocorrem fisicamente no local onde a energia é produzida, mas são de responsabilidade indireta da organização que a consome. No ano passado, a emissão foi 4,8 milhões de toneladas. Em 2011, a mesma fonte havia somado 3,3 milhões de gás carbônico.

Segundo o estudo, o aumento na emissão ocorre em função de recentes decisões do planejamento energético nacional de aumentar a contribuição de fontes não renováveis de energia na matriz brasileira (como termoelétricas a gás natural e a carvão). Isso gera um aumento nas emissões de gases associadas ao consumo elétrico.

Um terceiro grupo mostrado pela pesquisa foi o de emissões indiretas, que são as atividades não controladas pela organização, mas que ocorrem em consequência de suas atividades. Nele, foram emitidos 282,9 milhões de gás carbônico em 2012.
Por Fernanda Cruz  (Agência Brasil)

Capturados 7 tubarões, dois deles agressivos

Publicado no Jornal do Commercio, em 7 de agosto de 2013.
Depois de seis dias no mar, o barco Sinuelo, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), retornou ontem com um saldo de sete tubarões capturados. Esse é o maior resultado desde que a embarcação retomou as atividades com recursos do governo do Estado.
Foram sete meses sem financiamento e o repasse, de R$ 1,8 milhão, só saiu após a morte da turista Bruna Silva Gobbi, 18 anos, no dia 22 de julho na Praia de Boa Viagem, Litoral Sul do Recife. A Secretaria de Defesa Social nega a vinculação entre a retomada do convênio e o ataque.
Dos sete animais, cinco receberam marcas e foram liberados, segundo a universidade com vida, em alto-mar. A equipe do Sinuelo encaminhou, pela manhã, um flamengo e um cabeça-chata de 2,66 metros, considerado de espécie agressiva, para estudos na UFRPE. “O objetivo da pesquisa não é a captura, e sim a coleta para estudos e a soltura em local distante da costa”, esclarece o coordenador do projeto, o engenheiro de pesca Fábio Hazin. “A morte é acidental.”
A taxa de mortalidade dessa expedição, realizada entre as Praias do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, e Pina, no Recife, é de 28%, índice considerado alto por Fábio Hazin, professor do Departamento de Pesca. Ele atribui os óbitos ao estresse da captura. “Nossa meta é atingir 0%”, informa. Para isso, o projeto adquiriu 150 hook timers, tipo de cronômetro que indica a hora em que o tubarão fisgou o anzol.
Analisando os dados do equipamento, colocado na linha, o que evita que seja danificado pela mordida do peixe, a equipe pretende planejar melhor o despesque. “Além disso, estamos fazendo inspeções noturnas para verificar se há animais capturados. Assim podemos embarcar o peixe para as análises e soltá-lo o mais rápido possível”, esclarece.
O Sinuelo é dotado de espinhéis, cabo em que são fixadas linhas com anzóis na ponta. São dois espinhéis, cada um com quatro quilômetros e 100 anzóis. Outra medida para reduzir a taxa de mortalidade é aumentar a oxigenação da água do tanque em que o animal permanece a bordo até a soltura.
Na expedição anterior, o Sinuelo fisgou três tubarões, dois tigres – espécie agressiva – e um lixa, considerado inofensivo e na lista de espécies de peixes ameaçadas de extinção. Nessa, a equipe contabilizou no total um tigre, dois flamengos, um cabeça-chata e três lixas.
O tigre e cabeça-chata receberam marcas acústica e de monitoramento por satélite, além de uma plástica com o nome da UFRPE e telefone para contato. As duas espécies são apontadas como as principais responsáveis pelos ataques, que já somam 59, com 24 mortes, desde 1992.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Casca de banana pode despoluir água contaminada por agrotóxicos
         

           Cascas de banana trituradas podem ser usadas na remediação de águas poluídas por agrotóxicos. Esse poder de despoluir a água por um custo zero foi descoberto por uma equipe de cientistas liderados pela pesquisadora Claudineia Silva, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba.

            Para chegar nessa conclusão, os pesquisadores coletaram amostras nos rios Piracicaba e Capivari, e na estação de tratamento de água da cidade. Nesses rios, as águas ficam poluídas pelos agrotóxicos atrazina e ametrina, muito usados em plantações de cana-de-açúcar e milho.

            Em seguida, os pesquisadores secaram cascas de banana maduras em um forno a 60ºC por um dia, resultado que também pode ser obtido ao expor o material ao Sol durante uma semana. Após essa primeira etapa, as cascas foram trituradas e peneiradas. O processo gerou um pó de consistência parecida com a de uma ração. Esse material foi, então, misturado com a água, agitado por 40 minutos e filtrado. “A reposta foi ótima. Essa biomassa conseguiu absorver 90% dos pesticidas”, afirma a pesquisadora.
            Esse método tem uma vantagem sobre procedimentos tradicionais. Atualmente, os tratamentos de água não são suficientes para remover resíduos de agrotóxicos de tal forma a atingir o padrão de potabilidade e evitar riscos à saúde humana.


 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Brasil vai sediar conferência internacional sobre ciência e tecnologia

 

            O Brasil sediará no próximo ano a 13ª Conferência Internacional sobre Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia. O evento, que ocorre de 5 a 8 de maio de 2014 em Salvador (BA), será feito pela primeira vez na América Latina e é um dos mais importantes fóruns de divulgação científica do mundo.
            O tema central da conferência será “Divulgação da ciência para a inclusão social e o engajamento político” e vai discutir sobre como levantar estratégias mais inclusivas para a área. Segundo a organização, o evento pretende ‘estimular a sociedade para o engajamento público pela ciência e tecnologia e criar novos modelos e práticas para a comunicação e participação’.
            Os debates têm foco na prática, capacitação e pesquisa na área de divulgação da ciência. As propostas de mesas-redondas, workshops e o envio de trabalhos individuais serão recebidos pela organização do evento até dia 1º de setembro de 2013.
Baleia Jubarte é encontrada morta no Pontal do Peba, Litoral Sul de Alagoas

 
            Uma baleia Jubarte adulta, de aproximadamente 15 metros, foi encontrada morta, nesta quinta-feira (1/8), no Pontal do Peba, Litoral Sul de Alagoas. Segundo o biólogo Bruno Stefanis, do Instituto Biota, o animal foi visto boiando por volta das 8h por pescadores. Já no início da tarde a baleia estava na costa da praia de Feliz Deserto, interior de Alagoas.
            Ainda de acordo com o biólogo, a baleia já estava morta há alguns dias devido ao estado que se encontrava o corpo. “Recebemos o chamado da Fundação de Mamíferos Aquáticos, que atua na região, e nos deslocamos para dar suporte, já que é um animal de grande porte. Aqui nós coletamos material para realização de pesquisa sobre a espécie”, explica o biólogo Bruno Stefanis.


 
 


XX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos
DATA: 17 a 22 de novembro de 2013

LOCAL: FUNDAPARQUE - Alameda Fenavinho, 481 - Bento Gonçalves (RS)
Inscrições on line: até 10 de novembro.
Informações: xxsbrh@abrh.org.br
(51) 3493 2233 / 3308 6652
Para acessar a programação preliminar clique no site do evento: www.abrh.org.br/xxsbrh

Aplicativo criado por brasileiros ajuda a combater lixões ilegais

     Depósitos de lixo irregulares são um perigo para saúde da população e para o meio ambiente. Para ajudar no combate ao problema, um grupo de brasileiros criou um aplicativo para smartphones no qual usuários podem denunciar lixões clandestinos. No futuro, as denúncias serão repassadas para prefeituras e secretarias de meio ambiente, que deverão limpar essas aéreas e autuar os responsáveis.
    O processo é bem simples. O aplicativo identifica a localização do usuário cadastrado, que, ao encontrar depósitos de lixos irregulares, deve fundamentar a denúncia com fotos.
    Depois, todos esses dados são enviados para uma central que, ao comprovar a existência do lixão, disponibiliza sua localização no mapa do aplicativo.
    A empresa está negociando parcerias com prefeituras e secretarias do meio ambiente para enviar, no fim de cada mês, uma lista com os locais onde existem depósitos de lixo clandestinos. Com os relatórios, esses órgãos podem providenciar a limpeza desses locais.
    Outra função do aplicativo é o controle do que acontece depois da denúncia. “O aplicativo também  tem um sistema que pode definir se a área já foi limpa ou não.
 Um problema nacional – Em média, o brasileiro produz 1,1 quilo de lixo por dia. Por ano são coletadas quase 200 toneladas. Uma grande parte desse montante acaba indo parar em áreas irregulares, como terrenos baldios ou beira de estradas. A destinação incorreta do lixo é um problema que atinge todo o País.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

VII Congresso Brasileiro de Biossegurança

 
    Entre os dias 23 e 27 de Setembro de 2013, a Associação Nacional de Biossegurança-ANBio realizará na cidade de Salvador, na Bahia, no Bahia Othon Palace Hotel, o VIII Congresso Brasileiro de Biossegurança, VIII Exposição de Equipamentos e Dispositivos de Biossegurança e Workshop: "Definindo Estratégias de Biosseguridade para Gestão de Grandes Eventos".
    Com o tema "Construindo Competências em Biossegurança no Contexto da Bioeconomia”, serão discutidos no encontro assuntos como Biosseguridade para Gestão de Grandes Eventos, Auditoria e Inspeção em Biossegurança, Patógenos animais na cadeia alimentar, entre outros.
     Inscrições e maiores informações no site do evento: http://www.anbio.org.br/congresso
Governo vai liberar R$ 200 milhões para projetos de catadores


    O governo federal irá anunciar R$ 200 milhões em crédito para fortalecer projetos de catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis. O lançamento da terceira etapa do Projeto Cataforte, com ênfase em negócios sustentáveis e rede solidária, será acompanhado da divulgação de um edital público com as normas para a concessão dos empréstimos, por meio do Banco do Brasil.
    Para ter acesso à linha de microcrédito, os interessados deverão apresentar um plano de negócio. Com base no plano, poderão ter acesso ao crédito. Dos R$ 200 milhões, R$ 30 milhões serão não reembolsáveis (sem necessidade de pagamento posterior), disponibilizados como investimento– o que será o caso de capacitação de mão de obra. Em contraponto, empréstimos para capital de giro, por exemplo, deverão ser reembolsados.

    Entre as áreas às quais o aporte será destinado estão assessoramento técnico, contabilidade, gestão, técnica de produção, desenvolvimento de tecnologia social e capacitação de recursos humanos. Outro objetivo, segundo o governo, é a entrada das cooperativas no mercado, permitindo que os empreendimentos possam participar de licitações para prestar serviços de coleta seletiva para prefeituras e competir nos serviços de logística reversa e beneficiamento de produtos recicláveis. Na terceira etapa, a expectativa é selecionar 35 redes de cooperativas.
Será criado também o comitê estratégico do programa, com representantes da Secretaria-Geral da Presidência, dos ministérios do Trabalho e do Meio Ambiente, da Fundação Banco do Brasil, da Fundação Nacional de Saúde, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Petrobras e do Banco do Brasil.
Políticas de agricultura familiar brasileiras são exemplo mundial

 

 

As mudanças climáticas e o aumento da população impõem desafios aos atuais modelos de agricultura. E, nesse contexto, a agricultura familiar ganha força – sobretudo como um importante meio para reduzir a pobreza e garantir a segurança alimentar. As políticas brasileiras no setor são tidas como exemplo pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Mas, para os trabalhadores do campo, ainda há muito a ser feito.
No país, 84,4% dos estabelecimentos rurais pertencem à agricultura familiar, que emprega quase 75% da mão de obra do setor agropecuário. Em contrapartida, somente 24,3% das áreas ocupadas por estabelecimentos agrícolas são administradas por pequenos proprietários.

Sua produção é voltada principalmente ao mercado interno. Ela é responsável pela plantação de 70% dos alimentos consumidos no país – como 70% do feijão, 87% da mandioca, 58% do leite e 46% do milho.
Agricultura e meio ambiente – Apesar das críticas, essa forma de cultivo vem ganhando importância não só no Brasil, mas também no mundo. A FAO escolheu 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar.

Para a bióloga Claúdia Valéria de Assis Dansa, da Universidade de Brasília (UnB), a agricultura familiar tem um grande potencial ecológico. “A agricultura familiar pode ser bem melhor na medida em que ela possibilita um formato, um desenho agrícola, que pode conciliar melhor a agricultura e áreas de preservação e as áreas naturais. Há várias possibilidades que se abrem com agricultura familiar para preservar o meio ambiente, o que com a agricultura comercial é mais difícil.”

quinta-feira, 25 de julho de 2013



 
Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental e Sustentabilidade
Data: 2 a 4 de outubro de 2013
Local: Congestas - João Pessoa - PB 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Metade dos alimentos produzidos no mundo vira lixo, diz estudo





Petróleo contamina estuário do Pina


Publicado no Jornal do Commercio, em 22 de março de 2013. Foto:
O estuário da Bacia do Pina, confluência de quatro rios que cortam o Recife, está contaminado por derivados de petróleo. Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco encontraram no local hidrocarbonetos aromáticos, substâncias que podem provocar câncer, em quantidades até sete vezes acima do permitido. Um alerta, segundo eles, para as agências de controle ambiental, hoje, Dia Mundial da Água.
O Rio Tejipió é o que apresenta índices mais elevados de compostos aromáticos, de acordo com o levantamento, feito por equipe dos Departamentos de Zoologia e Oceanografia da UFPE. O valor aceitável desse tipo de hidrocarbonetos, segundo a literatura científica, é de um micrograma por litro. Na desembocadura do Tejipió, a quantidade chegou a 7,41 microgramas por litro.
A coordenadora da pesquisa, a química Eliete Zanardi Lamardo (foto), lembra que o Tejipió corta o Distrito Industrial do Curado, em Jaboatão dos Guararapes, município vizinho ao Recife. Segundo ela, hidrocarbonetos aromáticos são provenientes de efluentes de indústrias e também domésticos. Lava-jatos, limpeza de motores, troca de óleo de automóveis e máquinas estão entre as fontes poluidoras.
As amostras foram recolhidas em nove estações, no período seco e no chuvoso, sempre na maré vazante. Dessa forma, os pesquisadores evitaram que a diluição provocada pela água do mar, que entra no estuário na maré alta, interferisse no levantamento. Os resultados fazem parte do trabalho de conclusão do curso da bióloga Nicole Favrod, ano passado.
Os pontos de coleta diretamente relacionados aos rios são a foz do braço do Capibaribe, do Tejipió, do Jordão e do Pina. Os outros estão na altura do descarte da Estação de Tratamento de Esgoto da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) na Cabanga, numa das marinas de Brasília Teimosa, na foz do Capibaribe e Beberibe, nos armazéns do Porto do Recife e na boca da barra, por onde os navios entram e saem.
Para surpresa dos pesquisadores, a análise da amostra coletada no porto não indicou índices elevados de hidrocarbonetos de petróleo dissolvidos na água. “Isso não quer dizer que a movimentação dos navios não contribua, mas que os índices desses compostos aromáticos nos efluentes industriais e domésticos dos rios é maior”, explica Eliete, coordenadora do Laboratório de Compostos Orgânicos em Ecossistemas Costeiros e Marinhos (OrganoMAR), do Departamento de Oceanografia da UFPE.
Os resultados, na opinião da pesquisadora, devem ser levados em consideração pela Agência Estadual de de Meio Ambiente (CPRH) e Compesa. “É necessária a realização de estudos sobre a ecotoxicidade em animais aquáticos”, sugere Eliete, “além do monitoramento sistemático desses compostos na região”.
EFEITOS
Hidrocarbonetos aromáticos, além de indicadores de poluição por petróleo, têm reconhecida ação carcinogênica. Resultados preliminares de estudos feitos com peixes na UFPE mostram que esses compostos influenciam ainda no comportamento dos animais. A substância, afirma Eliete, interfere na natação dos peixes, causando uma espécie de desorientação.
Outro efeito observado está relacionado ao sistema visual. “Se não enxerga direito, o animal não é capaz de identificar suas presas, o que dificulta a alimentação, e também seus predadores, o que o torna mais suscetível à predação”, detalha. Nos testes, realizados no Laboratório de Ecotoxicologia Aquática da UFPE, vinculado ao Departamento de Zoologia, o composto é colocado na água. A absorção pelos peixes se dá pela respiração, feita nas brânquias.

Megavulcões antigos acabaram com a metade das espécies do mundo




WASHINGTON -  Novas técnicas de datação de rochas confirmaram que uma cadeia de gigantescas erupções vulcânicas ocorridas há 200 milhões de anos provocaram a extinção repentina da metade das espécies que habitaram a Terra na época, revelou um estudo divulgado esta semana.
O resultado da investigação oferece a data mais precisa até agora do momento em que isto ocorreu - há 201.564.000 anos - no evento conhecido como Extinção Triásica Final ou quarta extinção maciça, quando a erupção de uma cadeia de vulcões revolucionou o clima, emitindo grandes quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera, segundo pesquisa publicada na revista científica Science.
As erupções "tiveram que ser um grande evento", diz o co-autor do estudo, Dennis Kent, especialista em paleomagnetismo do Observatório da Terra Lamont-Doherty na Universidade de Columbia, em Nova York.
Este evento poderia ser um paralelo histórico de mudança climática causada pela atividade humana que ocorre em nossos dias, ao demonstrar que o aumento dramático do dióxido de carbono pode superar a capacidade das espécies vulneráveis para se adaptar, afirmaram os cientistas.
As estimativas precedentes deixavam uma margem de um a três milhões de anos entre o momento das erupções vulcânicas e a grande extinção ocorrida no fim do Triásico. Esta nova datação o situa em 20.000 anos no máximo, um piscar de olhos em termos geológicos.
As erupções fizeram que uma Terra já bastante quente ficasse sufocante, o que acabou com plantas e animais e deu passagem à era dos dinossauros - antes de que, eles também, fossem eliminados da Terra há 65 milhões de anos, possivelmente devido a outro evento vulcânico, combinado com um meteorito devastador.
Os vulcões arrasaram a Terra em uma época em que a maioria da massa terrestre formava um único grande continente, lançando 10,4 milhões de km3 de lava que, com o tempo, separou o terreno e criou o Oceano Atlântico.
Para este estudo, os cientistas analisaram amostras de rochas de Nova Escócia, Marrocos e o exterior da cidade de Nova York, todas delas procedentes da que alguma vez foi uma massa de terra unida como Província Magmática do Atlântico Central.
Uma análise da decomposição de isótopos de urânio no basalto, tipo de rocha deixada pelas erupções, proporcionou aos cientistas datas mais precisas.
A erupção no Marrocos foi a mais antiga, seguida da de Nova Escócia, 3.000 anos depois, e da de Nova Jersey 13.000 anos mais tarde.
Os sedimentos que se encontram mais abaixo daquela época mostram fósseis da Era Triásica. No entanto, acima, desaparecem, diz o estudo.
Algumas criaturas que se extinguiram foram os peixes enguia, denominados conodontes, os primeiros crocodilos e as lagartixas de árvore.
"De alguma forma, o final da Extinção do Triásico é análogo a hoje em dia", afirmou o principal autor do estudo, Terrence Blackburn, que fez a pesquisa quando trabalhava para o Massachusetts Institute of Tecnology, mas agora se encontra na Carnegie Institution.
Da Agência France Presse.

domingo, 10 de março de 2013

A força da energia eólica




O relatório sobre crescimento da economia verde divulgado no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), mostra que os US$ 88 bilhões de subsídios para energia renováveis, em 2012, começam a formar tendências e a atrair o outro lado onde US$ 623 bilhões em subsídios foram investidos em combustíveis fósseis. O novo jogo das renováveis está avançando no tabuleiro.
A energia limpa, gerada a partir do vento, faz parte dos investimentos na matriz energética considerados básicos para virada rumo à sustentabilidade. Recursos eólicos são inesgotáveis, parques eólicos podem ser construídos rapidamente, são ideais para locais com escassez hídrica porque não precisam de água, ajudam a descarbonizar a economia porque não emitem gases de efeito estufa e ainda geram empregos verdes, estando assim alinhados com os novos marcos regulatórios da sustentabilidade.
A China, com crescimento econômico acelerado e alto impacto sobre as mudanças climáticas globais, apontada como a maior poluidora do planeta, dispara em investimentos eólicos com o crescimento explosivo de 80% por ano. Em 2012, os parques eólicos geraram 2% a mais de eletricidade que as usinas nucleares, uma diferença que tende em aumentar muito nos próximos anos. Pesquisadores da Universidade Harvard, nos EUA, estimaram que o potencial de geração eólica da China é 12 vezes maior do que seu consumo total de eletricidade em 2010.
Como resposta ao desastre nuclear de Fukushima, no Japão, o governo chinês suspendeu novas aprovações de reatores e impuseram uma reviravolta em favor da energia eólica. Como aliás está acontecendo em muitas partes do mundo. Entre 2011 e 2012, novos 19 mil megawatts de capacidade de energia eólica foram ligados à rede, atingindo um total de 75 mil megawatts. Para 2013 são esperados novos 20 mil megawatts. Projeções da Associação da Indústria de Energia Renovável da China indicam que o país alcançará a meta oficial de 100 mil megawatts de energia eólica conectada à rede em 2015 e, com sete mega complexos de 130 mil megawatts, querem alcançar pelo menos 200 mil megawatts em 2020.
O mercado de bens e serviços da eficiência energética com crescimento vertiginoso poderá passar de US$ 655 bilhões (mais de R$ 1,3 trilhão) em 2020. Nos EUA a “produtividade energética” passou a ser um novo valor agregado às áreas rurais. Como turbinas eólicas ocupam apenas 1% do solo das fazendas de vento, o mesmo local pode ser usado para lavouras e criação de gado, aumentando a rentabilidade. Os proprietários rurais (donos do vento) que arrendam pontos de suas fazendas para concessionárias visando a implantação de turbinas eólicas recebem, sem investimentos adicionais, entre 3 mil e 10 mil dólares por ano, em royalties, por cada turbina instalada.
No Nordeste brasileiro, e especialmente a Bahia, novas avaliações indicam que a força eólica é o dobro da demonstrada no mapa de vento hoje. Observando a necessidade de garantir a conservação da vida silvestre nas áreas destinadas a implantação das fazendas de vento, investidores inovam obedecendo os critérios legais das licenças ambientais concedidas. Com a velocidade dos avanços tecnológicos, em breve, mini turbinas eólicas estarão nos prédios das cidades como antenas parabólicas de TV, e nas janelas, acendendo luzes das salas e quartos – inovações sustentáveis na indústria da construção civil.
O dia 15 de junho foi escolhido pelo Conselho Mundial da Energia Eólica como o “Dia Mundial do Vento”. Comemorando investimentos eólicos na Bahia que lidera o país com R$6,5 bilhões até 2014, geração de 5 mil empregos e estimulando a tendência de ter 10% da energia baiana gerada a partir do vento até 2020, a bicentenária Associação Comercial da Bahia, fundada em 1811 – quando notícias e caravelas só chegavam ao Brasil movidas a energia eólica, única disponível na época para a travessia do Atlântico – organiza, em 15 de junho próximo, em parceria com empresas e o governo do estado, um evento reunindo especialistas internacionais na área para lançar uma nova marca: “Bahia Wind-Made”. Quantos produtos e serviços, daqui em diante, poderão portar a etiqueta “Feito-a-Vento na Bahia”?

A energia solar pode ter preço competitivo a partir de 2014


Enquanto a energia eólica vai de vento em popa pelo mundo, a eletricidade gerada pelo sol se prepara para brilhar sem ajuda nos próximos anos. O Deutsche Bank alemão divulgou uma análise segundo a qual a energia gerada pelas placas solares podem ser competitiva sem nenhum subsídio a partir do fim do ano que vem. Ao menos seguindo as tendências atuais de queda nos preços. O banco apontou para uma demanda especialmente forte de energia solar na Índia, na China, no Reino Unido, na Alemanha e nos Estados Unidos.
Uma das evidências apontadas pelo estudo é a existência de projetos na Itália para venda de energia solar a preço de mercado sem nenhum subsídio do governo.
As grandes usinas de energia solar podem vender a preços mais baixos do que termelétricas a carvão ou gás natural a partir do fim da década, segundo um estudo feito pela Bloomberg New Energy Finance na Austrália. Isto porque as termelétricas deverão ter aumentos de custos associados à escassez crescente de água – resultado de mudanças climáticas geradas por suas próprias emissões poluentes.
No Brasil, algumas pessoas já estão instalando células solares no teto e vendendo o excedente da energia para a distribuidora. O investimento se paga em 7 a 10 anos. Depois, é só lucro.
Segundo a Agência Internacional de Energia, um terço da energia do planeta pode ser gerada pelas placas solares.